Facebook contrata empresa de RP para difamar Google

12 05 2011

A rixa entre os titãs Google e Facebook, marcada em 2010 por um impasse que consistia no “bloqueio” de importação de dados de uma conta para outra, agora chega a um patamar ainda mais crítico. O Facebook, fenômeno das redes sociais que ultrapassou os 600 milhões de usuários, admitiu ter contratado secretamente a Burson-Marsteller, uma das maiores empresas de Relações Públicas do mundo, com o objetivo de plantar notícias difamatórias contra o Google nos EUA.

A filial brasileira da Burson confirmou nesta tarde (12 de maio) a existência de um “contrato secreto” com a rede social, ressaltando, porém, que a prática “contraria as suas políticas”. De acordo com a empresa de RP, a estratégia foi procurar blogs influentes para induzir jornalistas da grande mídia a investigar o Google sobre questões relacionadas à privacidade dos usuários. No contrato, a empresa ainda afirma que batalharia pela repercussão das notícias em veículos como “The Washington Post” e “HuffP”.

Toda a estratégia só foi descoberta graças ao blogueiro Chris Soghoian, que recusou a proposta e decidiu divulgar os e-mails enviados pela agência.

“A empresa de RP informou aos seus contatos jornalísticos que uma ferramenta do Google denominada círculo social foi “concebida para raspar os dados privados e construir profundamente os processos pessoais de milhões de usuários em uma violação direta e flagrante do acordo [Google] com a FTC.” Além disso, a Burson alegou que “o povo americano deve estar ciente das intrusões do Google na vida pessoal, na catalogação e difusão de cada minuto do dia sem a sua permissão”.”

O caso já é visto como uma mancha na imagem da rede social, agora resta saber se isso irá afetar no crescimento da maior rede social do mundo.

Confira a nota enviada pela agência:

“Agora que o Facebook veio a público, a Burson-Marsteller está autorizada a confirmar que foi contratada para prestar serviços a essa empresa nos Estados Unidos.

O cliente pediu que seu nome ficasse em sigilo com base no fato de que estava contratando a B-M para lançar luz sobre informações de domínio público e de que essas informações poderiam ser facilmente replicadas pela mídia de maneira independente. Todas as informações fornecidas à mídia eram, efetivamente, de domínio público e poderiam, portanto, gerar questionamentos pertinentes e ser verificadas por meio de fontes independentes.

Não obstante a justificativa, este não é um procedimento aceito na Burson-Marsteller e contraria nossas políticas. Deveria, por essa razão, ter sido recusado. Nossa relação com os meios de comunicação é pautada por padrões estritos de transparência no que tange aos clientes, e este incidente reforça a inquestionável importância desse princípio.”

Fonte: Mashable / Adnews

Twitter: @eventos_pro / @figueiroaneto

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